O Banco Central elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026. A revisão, apresentada no mais recente Relatório de Política Monetária, reflete o desempenho setorial acima do esperado no primeiro trimestre, impulsionado pela resiliência da demanda interna e por estímulos fiscais e creditícios.
Destaques da nova projeção econômica
- A projeção de crescimento do PIB foi elevada de 1,6% para 2%.
- O primeiro trimestre registrou avanço de 1,1%, superando as estimativas anteriores.
- Setores como a agropecuária e a indústria extrativa apresentaram melhora em suas perspectivas de desempenho.
- Estímulos de natureza fiscal e creditícia seguem atuando como pilares para o dinamismo do mercado interno.
O desafio dos juros e da inflação
Embora a atividade econômica demonstre força, a autoridade monetária mantém uma postura vigilante quanto aos preços. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 14,25% ao ano, um patamar considerado contracionista, destinado a conter pressões inflacionárias que persistem no horizonte. O Banco Central alertou que a probabilidade de a inflação superar o teto da meta de 4,5% em 2026 subiu para 79%. A alta nos preços internacionais, especialmente de combustíveis e commodities, agravada por incertezas geopolíticas, representa o principal obstáculo atual para uma flexibilização monetária mais acentuada.
Panorama setorial e contas externas
O cenário para o restante do ano projeta uma trajetória de crescimento moderado, buscando equilibrar o avanço da produtividade com os efeitos defasados da política de juros altos. Para as contas externas, a previsão de déficit em transações correntes foi ajustada positivamente, refletindo um saldo comercial favorecido pelo preço do petróleo.
