O governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o fim da cobrança do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida, formalizada por meio de uma Medida Provisória (MP) e uma portaria do Ministério da Fazenda, entrou em vigor imediatamente após sua publicação no Diário Oficial da União, impactando diretamente plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
Key Takeaways
- Isenção do imposto federal de 20% para compras de até US$ 50.
- Manutenção da cobrança do ICMS estadual sobre essas compras.
- Impacto imediato na redução dos preços de produtos importados.
- Críticas da indústria nacional, que alega concorrência desleal.
- Arrecadação anterior com a taxa era de bilhões de reais.
O Que Muda na Prática
A revogação do imposto federal de 20% sobre remessas de até US$ 50 significa que o custo final para o consumidor será significativamente menor. Anteriormente, uma compra de US$ 50, após a incidência do imposto de importação e do ICMS estadual (que varia entre 17% e 20%), podia chegar a cerca de R$ 354. Com a nova regra, essa mesma compra, sujeita apenas ao ICMS calculado "por dentro", deve custar aproximadamente R$ 295.
Impacto para o Consumidor e Comércio Eletrônico
Especialistas preveem um efeito imediato na redução dos preços, tornando produtos importados mais acessíveis. A medida beneficia diretamente os consumidores que frequentemente utilizam plataformas de comércio eletrônico internacional para adquirir vestuário, acessórios e outros bens. As plataformas de e-commerce devem se ajustar rapidamente para refletir a nova política de preços.
Reação da Indústria Nacional
A decisão do governo gerou forte reação de setores da indústria e do varejo nacional. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) classificaram a medida como um "grave retrocesso econômico" e um "ataque à indústria e ao varejo nacional". Argumentam que a isenção para produtos importados cria uma concorrência desleal com empresas brasileiras, que enfrentam alta carga tributária e custos operacionais elevados, podendo impactar empregos e a produção local.
Contexto e Arrecadação
A chamada "taxa das blusinhas" foi implementada em agosto de 2024, após aprovação do Congresso, como parte do programa Remessa Conforme. O objetivo era regularizar o comércio eletrônico internacional e aumentar a arrecadação fiscal. Em 2025, o imposto gerou R$ 5 bilhões em arrecadação, e nos primeiros quatro meses de 2026, foram R$ 1,78 bilhão. A perda dessa receita ocorre em um momento em que o governo busca atingir suas metas fiscais.
Histórico da Tributação
O programa Remessa Conforme foi lançado em 2023, inicialmente com isenção federal para compras de até US$ 50. A cobrança de 20% foi introduzida em 2024. A medida foi alvo de críticas de consumidores nas redes sociais pelo aumento do custo das compras. O debate sobre a taxação dividiu opiniões dentro do próprio governo, entre a pressão popular e a necessidade de arrecadação.
Fontes
- O que muda com o fim da ‘taxa das blusinhas’ de até US$ 50, G1.
- Fim da “taxa das blusinhas”: entenda o que muda nas compras internacionais, Correio do Povo.
- Fim da "taxa das blusinhas": Lula zera cobrança para compras internacionais de até US$ 50, GZH.
- Fim da “taxa das blusinhas”: veja o que muda nas compras internacionais, InfoMoney.
- Fim da ‘taxa das blusinhas’: o que muda nas compras internacionais agora, VEJA.
