Trabalhadores da educação em São Paulo e Goiânia entraram em greve, rejeitando propostas salariais e de carreira. Em São Paulo, a categoria protesta contra o reajuste de 2% oferecido pela gestão Ricardo Nunes, enquanto em Goiânia, a paralisação visa pressionar por um plano de carreira e reajuste do piso salarial. Em Florianópolis, a prefeitura demitiu 150 servidores em meio à greve, considerada ilegal pela justiça local.
Principais Pontos da Mobilização
- São Paulo: Servidores da rede municipal rejeitam reajuste de 2% e reivindicam 5,4% mais 10% de aumento real.
- Goiânia: Paralisação busca criação de plano de carreira para administrativos e reajuste do piso salarial de professores.
- Florianópolis: Prefeitura demite 150 servidores após greve ser declarada ilegal pela justiça.
Greve em São Paulo: Proposta Insuficiente
Em São Paulo, a greve dos trabalhadores da educação municipal já dura oito dias. A categoria, que inclui professores, diretores, coordenadores e auxiliares, considera a proposta de reajuste salarial de 2% apresentada pela gestão Ricardo Nunes “insuficiente e desrespeitosa”. Eles reivindicam um aumento de ao menos 5,4% e mais 10% de aumento real, além da incorporação de abonos. A prefeitura, por sua vez, afirma ter apresentado uma proposta de aumento de 3,51% e que as ausências não justificadas serão descontadas, conforme determinação judicial.
Goiânia: Luta por Valorização e Carreira
Em Goiânia, servidores da educação declararam greve a partir de 12 de maio. A mobilização, organizada pelo SINTEGO, visa pressionar o poder público por respostas concretas em relação à criação do plano de carreira para os administrativos, pagamento de progressões, data-base e reajuste do piso salarial dos professores referente a 2026. Segundo o sindicato, as reivindicações não têm sido atendidas há mais de um ano.
Florianópolis: Demissões em Meio à Greve
Na capital catarinense, a prefeitura de Florianópolis exonerou cerca de 150 servidores da educação que aderiram à greve. A decisão, publicada no Diário Oficial, foi justificada pela “ausência injustificada”, uma vez que a paralisação foi considerada ilegal pela Justiça de Santa Catarina. O sindicato local, Sintrasem, contesta a medida, classificando-a como “arbitrária e ilegal” e afirma que tomará as medidas jurídicas cabíveis.
Contexto Nacional
As greves na educação refletem um cenário de insatisfação generalizada entre os profissionais da área em diversas cidades do país. As principais pautas giram em torno da valorização salarial, melhores condições de trabalho, criação e cumprimento de planos de carreira, e a defesa da qualidade do ensino público frente a propostas que, segundo os trabalhadores, precarizam a educação.
Fontes
- Greve em SP: servidores rejeitam proposta de Nunes – 06/05/2026 – Educação, Folha de S.Paulo.
- após assembleia, trabalhadores concursados da educação decidem manter mobilização |
Sind-REDE/BH, Sind-REDE. - Florianópolis demite 150 servidores da educação em meio à greve; sindicato analisa exonerações, NSC Total.
- Servidores da Educação de Goiânia declaram greve para o dia 12, Jornal Opção.
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